Checklist estratégico 2026: o que revisar nos dados e processos neste início de ano

Checklist estratégico: o que revisar nos dados e processos neste início de ano

Checklist estratégico 2026: o que revisar nos dados e processos neste início de ano

Neste início de ano, muitas empresas entram em uma fase decisiva: r: revisar seus dados, processos e indicadores para garantir que o próximo ciclo comece com chave de ouro, tendo muito mais clareza, precisão e foco estratégico nos objetivos desejados.

Todo gestor sabe que o período de fechamento do ano não é apenas um momento de balanço, mas uma oportunidade para identificar falhas operacionais que comprometem a tomada de decisão – desde bases de dados desatualizadas até processos que não acompanham o ritmo de crescimento do negócio.

Afinal, diante de um mercado extremamente competitivo, qualquer informação desatualizada, dashboards sobrecarregados ou indicadores que não refletem a realidade do negócio podem ser fatais para o destaque próspero.

Isso foi comprovado em um levantamento da Zipdo, a qual identificou que apenas 03% das empresas se dizem confiantes de que seus dados são altamente confiáveis – uma baixa quantidade extremamente preocupante para o desenvolvimento econômico.

Por isso que este checklist é tão importante, pois é a partir dele que as empresas se dedicarão a revisar todos esses pontos, mapeando gargalos operacionais e o que deve ser melhorado e priorizado, estruturando uma governança de dados bem mais madura para que 2026 seja um ano ainda mais próspero.

Por que revisar dados e processos?

Começar o ano com clareza dos dados e das responsabilidades de cada time é essencial para garantir agilidade nas decisões e fluidez operacional. Com a adoção de novas tecnologias, fusões, aquisições ou reestruturações, esse alinhamento se torna ainda mais relevante.

Esse processo funciona como se fosse uma “faxina digital”, que elimina riscos de conformidade, reduz ruídos de comunicação e integração entre as operações, e fortalece a tomada de decisão com mais assertividade.

Entenda melhor como isso ocorre na prática abaixo:

  • Identificação de duplicidades, inconsistências e dados desatualizados

Assim como o mercado evolui constantemente, muitas informações também mudam a todo o momento. Mas, se a empresa não mantém esses dados atualizados, isso pode gerar um efeito cascata que influenciará, negativamente, desde KPIs operacionais até análises estratégicas que tragam melhores resultados.

Dados ruins distorcem indicadores de performance, gerando métricas imprecisas e, consequentemente, leituras irreais a respeito do cenário corporativo, comprometendo um planejamento eficaz para 2026.

  • Compliance e LGPD

Além de se atentar à qualidade dos dados, o balanço do ano também exige uma revisão criteriosa da conformidade corporativa com a LGPD, revisando as políticas internas para que se mantenham alinhadas nesse sentido.

Isso porque, as constantes transformações digitais exigem do mercado normas completas que orientem as empresas quanto ao bom uso e manutenção da segurança de seus ativos, se ajustando constantemente à medida que novos recursos ou tendências despontam.

A realidade atual, contudo, não é tão positiva. Segundo a Associação Brasileira de Empresas para Proteção de Dados (ABEPD), apenas 36% das organizações afirmam cumprir integralmente a norma, mesmo já tendo se passado cinco anos do início de sua vigência.

Todas as empresas precisam reavaliar seus consentimentos, bases legais, políticas de armazenamento e mecanismos de segurança – especialmente diante do uso crescente de tecnologias como a IA, integrações com ferramentas externas e automações.

  • Revisão de acessos, perfis e permissões

Ao longo do ano, muitos profissionais saem e entram nas mais diversas funções e responsabilidades, o que faz com que muitos acessos permaneçam ativos indevidamente.

Os gestores também precisam ter um olhar cuidadoso sobre quem terá acesso a cada nível de ativos internamente, algo fundamental para garantir a segurança da informação e a governança de dados.

Isso evitará riscos como inconsistências de atualizações, acessos indevidos a informações sensíveis, falhas de rastreabilidade e demais erros que gerem vulnerabilidades de segurança.

  • Atualização de documentação e padronização de processos

Muitos processos e estratégias que são implementados ao longo do ano acabam não sendo devidamente registrados nos sistemas internos, o que gera inconsistências no fluxo operacional e, ainda, dependência de pessoas específicas para continuar tal execução.

O fim do ano é o momento ideal para atualizar todas essas informações, manuais e documentos técnicos, padronizando os protocolos e alinhando todas as áreas a respeito dos métodos e estratégias seguidas.

Isso reduz riscos de falhas de comunicação, erros operacionais, e melhora toda a eficiência e produtividade dos times.

  • Otimização de custos e investimentos tecnológicos

Dados desorganizados, desatualizados e processos ineficientes aumentam os custos operacionais em todos os níveis, o que não é nada estratégico para a virada de ano.

Isso apenas se reflete em retrabalho, mais tempo para análises de relatórios, manutenções e gastos com falhas e erros de tomadas de decisões.

É importante identificar sistemas que podem ser desativados, processos que podem ser automatizados, ferramentas que precisam ser aperfeiçoadas e licenças que estão sendo subutilizadas.

Essas verificações ajudarão a otimizar o orçamento e direcionar melhor os recursos para começar o próximo ano com o pé direito.

O que deve ser aperfeiçoado nos processos internos?

Neste início de ano, os processos internos devem ser reavaliados com um olhar de eficiência para garantir que a empresa em 2026 tenha mais eficiência, menos desperdício de recursos e esforços, além de assegurar estruturas operacionais preparadas para escalar.

Esse é o momento ideal para identificar falhas, revisar fluxos e ajustar mecanismos que impactam, diretamente, a produtividade dos times e seu desempenho estratégico. Nesse sentido, confira abaixo os pontos que não podem deixar de ser aperfeiçoados:

  • Mapeamento de retrabalhos

Esse é um dos maiores vilões da eficiência operacional, normalmente, ocasionado por falhas de comunicação, processos mal estruturados e documentados, falta de padronização ou erros humanos recorrentes.

No final do ano, todo o volume de registros e entregas permite visualizar os padrões registrados, quais tarefas demandaram um esforço além do usual e, com isso, os gaps que prejudicaram um melhor desempenho.

As empresas precisam se basear nesse mapeamento a fim de determinar quais processos precisam ser revisitados, etapas que podem ser automatizadas ou eliminadas, por não gerarem resultados que gerem valor.

  • Gargalos operacionais

Esses gargalos apenas desaceleram os fluxos operacionais, geram atrasos e limitam o crescimento da empresa, além de aumentar a insatisfação dos clientes e a reputação da marca em seu segmento.

Ainda no inicio do ano, os gestores não podem deixar de realizar uma varredura nos gargalos existentes, criando um plano de ação para resolvê-los gradualmente no início do novo ciclo.

  • Falta de otimização

Nem sempre os baixos resultados são decorrentes dos gaps acima. Muitas vezes, acabam não atingindo as metas esperadas pela falta de otimização, levando mais tempo do que o necessário para sua execução ou, ainda, por dependerem excessivamente de processos manuais.

Para evitar que os mesmos problemas continuem acontecendo, tire um tempo para redesenhar os processos internos, reduzindo etapas desnecessárias e investindo em tecnologias que ajudem a automatizar essa cadeia.

  • Falta de integração entre sistemas

Grande parte dos problemas operacionais nasce de sistemas que não se comunicam, o que gera riscos graves como duplicidade de dados, falhas de atualização, retrabalho, e dificuldade em tomar decisões estratégicas que potencializem o desempenho corporativo.

Reavaliar esses pontos nessa época do ano é fundamental para identificar sistemas que podem ser substituídos, ferramentas que não conversam entre si, e APIs subutilizadas ou mal configuradas, por exemplo.

  • Atualizações pendentes

Muitas empresas acumulam pendências de atualização ao longo do ano, seja em seus sistemas antigos, módulos não instalados, licenças expiradas ou recursos que não foram devidamente configurados.

O encerramento do ano é o momento ideal para “zerar” pendências, aplicando todas as melhorias necessárias, contando com uma base bem mais reforçada que garanta a otimização dos processos internos.

Como estruturar uma boa governança de dados?

Estruturar uma boa governança de dados deixou de ser uma opção, sendo um pilar estratégico para todas as empresas que querem operar com eficiência, reduzir riscos e tomar decisões baseadas em informações confiáveis em 2026.

Pensando nisso, veja abaixo dicas essenciais que irão auxiliar sua organização nessa tarefa:

  • Construa um roadmap de melhorias

O primeiro passo nessa estruturação é construir um roadmap que ilustre a jornada desejada para atingir resultados excelentes em 2026.

Ele deve contemplar questões como o diagnóstico atual da empresa, mapeamento de riscos e oportunidades a serem exploradas, ações que devem ser priorizadas para atingir essas metas, assim como as tecnologias que precisam ser incorporadas para contribuir com esse crescimento.

Um roadmap bem estruturado garante que a governança não seja apenas uma ação pontual, mas parte da estratégia contínua do negócio, com etapas claras e expectativas bem definidas para todas as áreas.

  • Defina prazos e cadências

Após definir o roadmap, é preciso estabelecer os prazos formais para cada planejamento que será executado, assim como os responsáveis por cada tarefa e cadências que serão seguidas pela organização.

Estabeleça deadlines realistas com a realidade do negócio, até mesmo para evitar frustrações. Crie uma agenda fixa de acompanhamento, reforçando a comunicação entre as áreas.

  • Meça e faça ajustes constantemente

Não deixe de acompanhar, em tempo real, tudo que for implementado. Essas avaliações são cruciais para avaliar se o que foi planejado está sendo cumprido, se novos riscos surgiram, e se novas oportunidades apareceram.

Isso impedirá que a governança fique desatualizada ou desconectada da realidade da operação, permitindo ajustes contínuos que favoreçam o crescimento corporativo.

  • Invista na automatização

Automatizar processos é um dos pilares mais importantes de uma boa governança.

Isso, na prática, inclui processos otimizados, alertas de inconsistências, regras de preenchimento obrigatório, integração automática entre sistemas e dashboards atualizados sem dependência manual, por exemplo.

Essa automação reduz riscos que prejudiquem o crescimento próspero, elimina retrabalhos e melhora a confiabilidade dos dados para a tomada de decisões, permitindo que os times se dediquem a outras tarefas importantes para potencializar os resultados conquistados.

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